02/11/2026
O setor aéreo brasileiro enfrenta mais um impacto financeiro com a alta nos custos operacionais. A Petrobras aplicou um reajuste médio de 7,2% no preço do Querosene de Aviação (QAV) vendido às distribuidoras. A medida, que entrou em vigor, representa um acréscimo de R$ 0,45 por litro no combustível utilizado por aeronaves e helicópteros.
O novo aumento acende um sinal amarelo no mercado de transportes, uma vez que sucede uma alta expressiva registrada no mês anterior. Em outubro, o insumo já havia disparado com um reajuste médio de 11,76%.
Em nota oficial, a estatal justificou que as variações acumuladas no mercado interno brasileiro ainda se mantêm inferiores às volatilidades observadas no cenário internacional. Enquanto os preços globais — fortemente influenciados pelos desdobramentos e conflitos geopolíticos no Oriente Médio — sofrem oscilações diárias, a política de repasse da Petrobras ocorre de forma mensal.
Apesar do esforço de amortecimento por parte da petroleira, o peso do combustível no orçamento das companhias aéreas atingiu patamares críticos. Dados da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear) apontam que a participação do QAV nos custos operacionais das empresas do país saltou de 30% para mais de 45% desde o início das instabilidades e conflitos na região do Oriente Médio.
Com a sequência de altas no insumo — que somam quase 20% de acréscimo acumulado nos últimos dois meses —, analistas econômicos alertam que a pressão sobre as contas das companhias aéreas pode, inevitavelmente, refletir nos preços das passagens e na malha de voos nacional, desafiando a sustentabilidade financeira do setor de aviação civil.
