02/10/2026
O Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional para alertar a população sobre os riscos do uso compulsivo de jogos e apostas online (bets), destacando os serviços de acolhimento e suporte médico oferecidos gratuitamente na rede pública de saúde. A iniciativa aborda as consequências das apostas na saúde mental, nas relações familiares e na vida financeira dos cidadãos, ao mesmo tempo em que orienta a busca por atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).
Um dos pilares da ação é o fortalecimento do atendimento remoto. Desde março de 2026, a rede pública oferece um canal sigiloso e gratuito acessível por meio do aplicativo ou site do Meu SUS Digital (com login gov.br).
Na aba “Miniapps”, a opção “Problemas com jogos de apostas?” disponibiliza um autoteste para que o cidadão possa avaliar seu grau de risco com as apostas. Nos casos em que o teste aponta um nível moderado ou elevado de dependência, a ferramenta direciona o usuário para o agendamento de teleatendimento por videochamada com profissionais capacitados. O serviço, que registrou expressiva expansão ao passar de 600 atendimentos mensais para capacidade de até 100 mil teleconsultas ao mês, já contabiliza mais de 170 mil acessos.
Para além do meio virtual, os cidadãos e seus familiares também podem procurar atendimento presencial nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), que atuam como porta de entrada para acolhimento inicial. Quando necessário, o paciente é encaminhado aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou a outros serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
A campanha também sinaliza comportamentos comuns que indicam o uso problemático de bets:
Esconder ou mentir sobre o tempo e o dinheiro gastos em apostas;
Tentar recuperar perdas de dinheiro fazendo novos jogos;
Comprometer economias, salário ou o pagamento de contas;
Alterações bruscas no humor, na rotina de sono e o surgimento de conflitos familiares.
Entre as orientações preventivas, o órgão governamental recomenda o uso de recursos das próprias redes sociais para sinalizar falta de interesse por anúncios de apostas, além do bloqueio e da remoção de perfis que promovam esse tipo de conteúdo. A campanha também destaca a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, gerenciada pelo Ministério da Fazenda, que permite solicitar o bloqueio voluntário do CPF em plataformas autorizadas.
O esforço em saúde pública integra um conjunto de ações do Governo Federal de fiscalização e regulação do setor, articulado por um comitê interinstitucional com participação de órgãos como Polícia Federal, Ministério da Fazenda, Banco Central e Anatel, visando conter irregularidades e proteger os consumidores.
