Por Guilherme Kalel
02/10/2026
As eleições 2026 são marcadas por particularidades negativas que se expandem a medida que se aproxima o processo eleitoral.
Na mais nova mudança do jogo o Tribunal Superior Eleitoral, decidiu fazer algo que nunca fez antes, e interferiu de maneira direta na realização de um dos debates presidenciais.
O último debate antes do primeiro turno aconteceria na noite de quinta-feira, pela TV Globo e seria transmitido em rede nacional para uma das maiores audiencias na TV.
Nos debates anteriores os principais candidatos nessa disputa, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro decidiram não comparecer aos eventos.
Suas cadeiras permaneceram vazias e apresentadas com seus nomes ao público, como regras acordadas entre os candidatos na elaboração das normas do debate.
Para o debate da Globo o PT decidiu entrar na Justiça e pedir que a cadeira de Lula fosse retirada.
Flávio por sua vez, tinha confirmado presença no evento.
O pedido do partido de Lula foi no mínimo estranho, embora tivesse uma ideia lógica por trás.
Não ter a cadeira e o nome do petista, ajudaria ao público não lembrar ou ser lembrado que o atual presidente fugiu do confronto direto.
O mais estranho foi a decisão tomada pelo TSE, que acatou o pedido do PT e determinou que a Rede Globo retirasse a cadeira de Lula do cenario.
A emissora classificou o episódio como uma interferência direta na liberdade de imprensa e decidiu cancelar o debate, depois que Flávio após a decisão do TSE recuou e anunciou não ir ao confronto.
Todos os candidatos que estariam presentes classificaram a decisão como uma interferência do TSE para beneficiar Lula, com razão ao o fazer.
Foi a primeira vez desde a redemocratização do Brasil que a TV Globo deixou de realizar um debate.
A iniciativa prejudica o pleito e impede que as propostas dos candidatos sejam levadas a população. Em um país dominado por espectros que se polarizam, o debate é essencial para esclarecer pontos e mostrar ao público de forma direta a face de cada um.
Candidatos que não seguem bem pontuados nas pesquisas também perdem, pois nos debates que tem maior chance de serem conhecidos e ganharem alguma relevância.
